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Avaliação de Áreas Ardidas | Verão 2022

Nos últimos anos, Portugal tem sido alvo de um elevado risco de incêndio e a prova disso é que hoje, esse risco é muito àquele que se previa para 2017, o que evidencia a situação crítica que Portugal atravessa de momento, com um grande número de áreas ardidas.

Se 2017 foi um ano que ficou marcado na memória dos portugueses devido aos grandes incêndios florestais que ocorreram em junho e outubro desse mesmo ano, de entre os quais se destaca o de Pedrógão Grande, também é verdade que a situação atual é bem mais grave que essa, com indicadores meteorológicos preocupantes e sem precedentes.

Por esse motivo, e porque existe também muito trabalho a ser feito no que às medidas de prevenção e planeamento florestal diz respeito, a equipa da LS Engenharia Geográfica dá agora a conhecer uma Avaliação de Áreas Ardidas referente ao Verão de 2022 em Portugal, para que os municípios possam começar a implementar o quanto antes medidas e planos de recuperação destas áreas.

Os dados utilizados para elaboração dos mapas e informações relativas às áreas ardidas foram obtidos através do Programa Espacial Copernicus. A informação referida, que agora divulgamos, foi extraída a partir de imagens de satélite, nomeadamente o Sentinel 2.

Este satélite, disponibiliza imagens com 13 bandas espectrais, sendo que as utilizadas para o geoprocessamento apresentam uma resolução de 10m. Este mesmo geoprocessamento das bandas foi realizado no software QGIS, de onde se extraíram as informações visuais acerca das áreas ardidas por freguesia e concelho, quer em hectares quer em percentagem.

Segue-se agora uma listagem das áreas ardidas em Portugal, no decorrer dos últimos meses:

  • Alvaiázere
  • Ansião
  • Belmonte
  • Covilhã
  • Faro
  • Ferreira do Zêzere
  • Gouveia
  • Guarda
  • Leiria
  • Loulé
  • Manteigas
  • Murça
  • Ourém
  • Pombal
  • Vila Pouca de Aguiar
  • Valpaços


Qualidade do Ar

Por outro lado, e para se conseguir reunir uma informação mais completa, utilizara-se os dados recolhidos para criar mapas de qualidade do ar, que também foram obtidos através do Programa Sentinel.

Com esse propósito, recorreu-se à matriz de sensores do satélite Sentinel 5P, que permite a coleta de dados de concentração de poluentes, nomeadamente dióxido de azoto, monóxido de carbono, metano, formaldeído, ozono e dióxido de enxofre, cujas características poderão ser consultadas aqui.

Dos poluentes mencionados acima, apenas dois estão associados à combustão - dióxido de azoto e monóxido de carbono - e apenas os dados de concentração de dióxido de nitrogénio foram utilizados para a qualidade do ar em áreas queimadas.

A análise desses dados foi realizada em SIG, permitindo a elaboração de mapas de qualidade do ar que proporcionam informação sobre a distribuição espacial.

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